terça-feira, 4 de julho de 2017

Casais Felizes...Parte 1

A Felicidade:

Primeiro, vamos tentar definir a felicidade. Escreva em um caderno, da forma mais espontânea possível, a sua definição da felicidade:

Veja a seguir dez definições de felicidade apresentadas por diferentes pensadores. Avalie de 1 a 10 as que mais tenham a ver com a sua concepção de felicidade, dando nota 1 à sua definição preferida.

.......... "Felicidade é desfrutar daquilo que você possui." Milton Erickson, psicólogo americano.
.......... "Amar e trabalhar." Sigmund Freud, pai da psicanálise e neurologista austríaco.
.......... "Um bem-estar mental permanente." Martin Seligman, psicólogo americano.
.......... "A felicidade nem sempre é confortável." Thomas d'Ansembourg, escritor belga.
.......... “É impossível ser feliz sem ser sábio.” Epicuro, filósofo grego.
.......... “Um sentimento de alegria ativa.” Baruch de Espinoza, filósofo holandês.
.......... “Felicidade é a satisfação de todas as nossas inclinações.” Emmanuel Kant, filósofo alemão.
.......... “Uma aprovação incondicional da existência. “ Clément Rosset, filósofo francês.
.......... “Fazer o que você quer e querer o que você faz.” Françoise Giroud, jornalista suíça.
.......... “Não há nenhum caminho para a felicidade; a felicidade é o caminho.” Lao Tsé, sábio chinês.


A partir da sua definição inicial e das definições dos pensadores, como vocês redefiniria agora a sua concepção de felicidade? ..............................................

Sejamos ainda mais exatos. Se, dentre todas as definições e concepções de felicidade citadas, você só pudesse escolher uma palavra, um único sinônimo de felicidade, qual seria? ...................................................................................

Mas, afinal, o que é felicidade? Será que é “um estado duradouro de plenitude e satisfação, um estado agradável e equilibrado da mente e do corpo, no qual estão ausentes sofrimento, estresse, preocupação e problemas” (Wikipédia)? Será que este estado pode ser permanente? E como alcançá-lo?

Para encontrar a felicidade, primeiro é preciso fazer os esforços necessários. A felicidade seria, assim, o resultado de uma construção e o acúmulo de inúmeras pequenas vitórias. Embora se diga por aí que a felicidade não é o objetivo da viagem, mas sim uma forma de viajar, pesquisas parecem demonstrar que é possível aprender a ser feliz do mesmo jeito que se aprende a ler ou cozinhar. Portanto, a felicidade seria, ao mesmo tempo, uma forma de viajar e o objetivo da viagem.

O Cérebro:

 A infelicidade e os sofrimentos psíquicos sempre foram mais estudados do que a felicidade e a saúde.
Há pouco tempo, graças à tecnologia moderna, somos capazes de observar o cérebro em atividade diretamente. Assim, sabemos líder melhor como os pensamentos se efetuam e como as emoções se desenvolvem. Sabemos, por exemplo, como a alegria se manifesta em nossos neurônios quando pensamos na pessoa amada e qual é a bioquímica da alegria provocada pela imagem da pessoa amada.
Existem regiões específicas do cérebro que produzem felicidade. Assim como podemos estimular o centro da linguagem para aprendermos a falar, também podemos aprender a estimular os “centros da felicidade”.
O cérebro continua se construindo durante a vida inteira, e podemos influenciar esta construção através de aprendizagens adequadas. Se expressas a sua raiva, você se tornará cada vez mais nervoso e irritável, pois sensibilizará os neurônios da raiva. Se relembrar todas as suas más lembranças, posso lhe garantir que você estimulará a produção de “hormônios tristes” e acabará virando um profeta do infortúnio.
Porém, o que vale para as emoções desagradáveis (raiva, medo, tristeza, culpa) também vale para as emoções agradáveis. Se você rir e sorrir, ficará mais alegre. Se exprimir o seu entusiasmo, você se tornará cada vez mais otimista. Se disser ao seu parceiro ou à sua parceira que você o(a) ama, não somente você o(a) amará mais, como ele(a) também se tornará cada vez mais amável.

A Terapia da Felicidade:

A escolha é sua: você pode aprender a ser feliz ou infeliz, decidindo expressar emoções felizes ou infelizes. Aprender a conter seus maus humores é uma excelente forma de cuidar do seu corpo. A expressão de sentimentos agradáveis fortalece o sistema imunológico, combate o estresse e reduz risco de problemas cardíacos.
Existem provas disto: pessoas felizes são mais criativas, amorosas e amáveis. Elas enfrentam com mais facilidade as inevitáveis adversidades da vida e resolvem problemas de forma melhor e mais rápida, pois, como diz Thomas d’Ansembourg: “A felicidade nem sempre é confortável”.
Os pensamentos e as sensações são dois lados de uma mesma moeda. Sentimentos positivos estimulam as conexões nervosas do cérebro e favorecem a alegria, o amor e a gentileza. Casais que dizem frequentemente “eu te amo” um ao outro são mais felizes do que os que expressam mais suas frustrações.

“A infelicidade destrói, a felicidade constrói”.

Fonte: Yvon Dallaire

Postado por: Dra. Ana Cláudia Foelkel Simões
Psicóloga Clínica

(11) 97273-3448

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Casais Felizes...existem!!!

Apesar das dificuldades da vida a dois, o fato de formar um casal ainda hoje representa o melhor estilo de vida e a maior garantia de felicidade. Certos casais são felizes durante a época da sedução e da lua de mel, ou seja, de alguns meses a dois ou três anos; já outros sabem permanecer felizes a mais longo prazo.

Por que certos casais são bem-sucedidos em aspectos nos quais a maioria fracassa?

Psicólogos já observaram, escutaram e analisaram tais casais, descobrindo que eles manifestavam determinadas atitudes e aptidões que faziam falta aos casais infelizes. Os especialistas também já constataram que casais felizes evitam as armadilhas nas quais se veem encurralados casais que acabam se divorciando ou se resignando e se suportando durante décadas.

"Ficar apaixonado" ou "se enamorar" é relativamente fácil. Construir um casal que seja capaz de perdurar, sobreviver à diminuição da paixão, lidar com as múltiplas fontes de conflitos impossíveis de resolver e atravessar os inevitáveis momentos críticos da vida a dois exige muito mais do que sorte.

Para conseguir isso, é preciso bastante amor, boa comunicação e determinação.

O que mais lhes falta são conhecimentos sobre as diferenças existentes entre os homens e as mulheres, bem como sobre as dinâmicas conjugais inerentes à vida de um casal. Também faltam esforços para colocar estes conhecimentos em prática e substituir as estratégias destrutivas de casais infelizes pelas estratégias bem-sucedidas de casais felizes.

Começo aqui, juntamente com Yvon Dallaire, uma criativa e divertida dinâmica para os casais mudarem o foco do seu relacionamento conturbado, para totalmente estável e feliz.

Toda semana o blog apresentará um exercício para auxiliar o casal.

Vocês estão prontos para serem felizes?

Fonte: Yvon Dallaire

Postado por: Dra. Ana Cláudia Foelkel Simões
Psicóloga Clínica
(11) 97273-3448

quarta-feira, 24 de maio de 2017

O Grande Ponto! Medicina Alternativa com a Dra. Ana Simões

Falando um pouquinho sobre o termo popularmente conhecido: Medicina Alternativa, aplicado tecnicamente às práticas integrativas e complementares, como MTC - Medicina Tradicional Chinesa, sendo acupuntura, fitoterapia, auriculoterapia, reiki, florais entre outras práticas, que trazem qualidade de vida.




fonte: www.tvloocal.com.br


sábado, 15 de abril de 2017

Síndrome de Asperger

A síndrome de Asperger, está associado ao transtorno do desenvolvimento que compreendem o espectro do autismo, afeta a habilidade da pessoa de se comunicar e socializar. Pessoas com a síndrome de Asperger tipicamente têm QIs altos e podem ter bastante sucesso na vida, mas sentem dificuldades com situações sociais e têm habilidades de comunicação não verbal limitadas. Os sintomas de Asperger são compartilhados por pessoas com uma variedade de outros transtornos, então pode ser difícil diagnosticá-las. Aprenda mais sobre os sintomas, como obter um diagnóstico e o que fazer depois.



Reconhecendo os sinais

1 - Procure habilidades de comunicação não verbal incomuns. Começando na infância, pessoas com Asperger exibem diferenças marcadas na forma como se comunicam. Essas diferenças são os sintomas mais perceptíveis da síndrome, principalmente durante a infância, antes que elas aprendam instrumentos que podem usar para se comunicar mais eficientemente.
-Procure pelas seguintes diferenças no estilo de comunicação:
-Uma tendência a evitar contato visual
-Uso limitado de variações de expressões faciais
-Uso limitado de linguagem corporal expressiva, como gestos com as mãos e com a cabeça.

2 - Observe sinais de mutismo seletivo. Mutismo seletivo é quando alguém fala apenas com quem eles se sentem confortáveis e ficam em silêncio perto de qualquer outra pessoa. Isso é comum entre crianças com Asperger. Elas podem conversar abertamente com seus pais e irmãos, mas ficam em silêncio na escola e perto de pessoas que elas não conhecem bem. Em muitos casos, mutismo seletivo pode ser superado mais adiante na vida.
Algumas vezes, algumas pessoas acham difícil ou impossível falar durante uma sobrecarga sensorial, uma crise ou em outras circunstâncias. O sintoma pode não estar necessariamente atrelado ao mutismo seletivo; porém, também é um sintoma da Síndrome de Asperger.

3 - Determine se a pessoa tem problemas em identificar características sociais dos outros. Pessoas com Asperger têm dificuldades em imaginar como os outros se sentem e dificuldade em identificar pistas não-verbais. Com frequência, elas não entendem dicas, principalmente dicas não verbais, como expressões faciais, que as pessoas usam para mostrar que estão tristes, com raiva, com medo ou com dor. Aqui estão alguns exemplos de comportamentos que você pode perceber:
-A pessoa pode não reconhecer quando ela disser algo que machuque alguém ou quando ela deixa alguém desconfortável em uma conversa.
-A pessoa pode ficar muito agressiva, sem perceber que um empurrão bruto ou outro contato físico pode ser doloroso.
-A pessoa pode perguntar constantemente sobre os sentimentos do outro (ex.: "Você está triste?", "Tem certeza de que está cansado?") porque não sabe como o interlocutor se sente. Se a outra pessoa responder de forma desonesta, ela pode ficar confusa e buscar uma resposta honesta em vez de deixar pra lá.
-A pessoa agirá com surpresa, tristeza e pesar quando ouvir que suas ações foram inapropriadas. Parece que ela não tinha ideia de que eram inapropriadas. Ela pode se sentir pior do que a pessoa que recebeu a agressão inicial.

4 - Perceba conversas unilaterais. Como as pessoas com Asperger têm dificuldade em demonstrar empatia, o estilo de conversa delas pode acabar sendo unilateral, em vez de ter um ritmo de vai-e-vem de uma conversa entre duas pessoas sem Asperger. Uma pessoa com Asperger pode não perceber os sinais de que a pessoa com quem ela está conversando tem algo a dizer, ou está entediada na conversa. Elas também podem insistir em uma conversa que as interessa sem se preocupar se a outra pessoa quer conversar sobre isso.
Algumas pessoas com Asperger compreendem que monopolizam as conversas de vez em quando, sentindo medo de conversar sobre seus interesses. Se alguém hesitar para conversar sobre seu assunto predileto e parecer esperar que o outro fique chateado ou incomodado, ele pode estar tentando suprimir tal impulso por temer as repercussões sociais.

5 - Veja se a pessoa tem paixões intensas. Muitas pessoas com Asperger têm um interesse especial, quase obsessivo, em poucos assuntos. Por exemplo, se uma criança com Asperger tiver interesse em basquete, ela pode memorizar o nome de todos os jogadores de cada time principal. Outros podem amar escrever romances e redigir conselhos desde a juventude. Outra pessoa pode ser fascinada por inseto, e memorizar os nomes em latim de todas as espécies de insetos de determinado lugar. Mais tarde, esses interesses fores podem se desenvolver em carreiras bem sucedidas em áreas bem especializadas.

6 - Veja se a pessoa tem dificuldades para fazer amigos. Tanto crianças como adultos com Asperger podem ter dificuldade em fazer amigos, já que elas têm dificuldades em se comunicar eficientemente. Muitas pessoas com Asperger querem fazer amizades, mas elas não têm habilidades sociais para fazer isso. A falta de contato visual e de empatia pode ser mal interpretada como grosseria ou como ser antissocial, quando na verdade elas gostariam de conhecer melhor as pessoas.
Algumas pessoas com Asperger, especialmente crianças, podem não demonstrar um interesse por interagir com outros. A característica normalmente muda com a idade, e a pessoa acaba desenvolvendo o desejo de participar de um grupo.
Pessoas com Asperger podem acabar com apenas alguns amigos próximos que realmente as entendem, ou elas podem se cercar de conhecidos com quem elas não se conectam em um nível mais profundo.
Pessoas com autismo costumam sofrer bullying, e confiar em sujeitos que se aproveitam delas.

7 - Perceba a coordenação física da pessoa. Pessoas com Asperger com frequência não têm habilidades de coordenação, e podem ser um pouco desastradas. Elas podem se bater nas paredes e nos móveis com frequência. Elas podem não se sobressair em atividades físicas pesadas ou esportes.

Confirmando o Diagnóstico

1 - Leia sobre a síndrome de Asperger para tomar decisões melhor. Essa síndrome foi apenas recentemente classificada de maneira oficial como um transtorno específico do autismo e outros transtornos do espectro do autismo. Médicos e psicólogos pesquisadores ainda estão no processo de aprendizagem sobre como diagnosticar corretamente o transtorno, assim como a forma adequada de tratá-lo. Você provavelmente verá médicos e terapeutas diferentes tomarem abordagens diferentes para o tratamento, e elas podem ser muito confusas. Ler sobre o seu próprio transtorno ajudará a entender melhor as abordagens variadas e a tomar decisões sobre quais são as melhores para você ou para o membro da sua família.
Organizações como a Sociedade Nacional de Autismo publicam informações atualizadas sobre o diagnosticar, tratar e viver com a síndrome de Asperger.
Ler um livro escrito por alguém com Asperger sobre a experiência é uma boa forma de entender melhor o transtorno.

2 - Mantenha um diário dos sintomas que você observar. Todo mundo exibe uma estranheza social e alguns dos outros sintomas de Asperger de vez em quando, mas se mantiver um diário e anotar cada exemplo, você começará a perceber padrões. Preste atenção especial ao comportamento da pessoa quando ela estiver interagindo com outras pessoas na escola ou brincando com os amigos ou irmãos. Se a pessoa realmente tiver Asperger, você provavelmente verá os mesmos sintomas acontecendo de novo e de novo, não apenas uma ou duas vezes.
Escreva descrições detalhadas do que você observar. Dessa forma, você conseguirá dar a médicos ou terapeutas em potencial o máximo de informação possível para ajudar a obter um diagnóstico correto.
Tenha em mente que muitos sintomas de Asperger são compartilhados por outros transtornos, como Transtorno Obsessivo Compulsivo ou Transtorno de Déficit de Atenção. Embora você possa ter certeza que a pessoa tem Asperger, é importante estar aberto à possibilidade de ser alguma outra coisa para que elas possam receber o tipo certo de tratamento.

3 - Faça um teste online. Há vários testes online feitos para determinar se uma pessoa pode ter Asperger. A pessoa que fizer o teste responde uma série de perguntas relacionadas às suas atividades sociais, formas preferidas de passar o tempo e pontos fortes ou fraquezas para ver se os sintomas comuns de Asperger parecem estar presentes.
Os resultados de um teste online para a síndrome de Asperger não são, de forma alguma, o mesmo que um diagnóstico. É apenas uma forma de determinar se mais exames serão necessários. Se o teste revelar uma tendência em relação a um comportamento de Asperger, você pode querer marcar uma consulta com um médico da família para descobrir mais.

4 - Obtenha a opinião do médico da sua família. Depois de ter feito um teste online e estar razoavelmente certo de que pode haver um problema, comece marcando uma consulta com um médico geral. Leve o seu diário de sintomas e compartilhe as suas preocupações. O médico provavelmente fará uma série de perguntas e pedirá que você fale coisas específicas. Se o médico concordar que pode haver a presença da síndrome de Asperger ou outro transtorno de desenvolvimento, peça uma recomendação de um especialista.
Ter essa primeira conversa com um profissional pode ser uma experiência intensa. Até então, você pode ter mantido suas preocupações em particular. Compartilhá-las com um médico pode mudar tudo. Mas se a pessoa com quem você estiver preocupada for você ou seu filho, você está fazendo a coisa certa em agir, em vez de ignorar o que você observou.

5 - Veja um especialista para uma avaliação completa. Antes da consulta, faça uma pesquisa para procurar um psiquiatra ou psicólogo que lhe recomendaram. Certifique-se de que a pessoa é especializada em trabalhar com pessoas no espectro do autismo. A consulta provavelmente consistirá em uma entrevista e um teste com perguntas semelhantes as dos testes online. Quando o diagnóstico for dado, o especialista lhe dará recomendações sobre como proceder.
Durante sua reunião com o médico, não tenha medo de fazer várias perguntas sobre a experiência da pessoa e sobre o diagnóstico e abordagem de tratamento.
Se você não estiver completamente confiante de que o diagnóstico está correto, busque uma segunda opinião.

Dando os próximos passos

1 - Trabalhe com uma equipe de profissionais em quem você confia. Lidar com essa síndrome requer uma abordagem várias especialidades. É importante obter ajuda de fora de profissionais experientes e compassivos. Primeiro, encontre um psicólogo ou terapeuta com quem você se conecta e confia – alguém que você gostaria de ter na sua vida por anos, para trabalhar nos desafios que a síndrome traz.
Se algo parecer errado ou desconfortável depois de algumas sessões de terapia, não hesite em encontrar outra pessoa que seja melhor para você ou seu filho. Confiança é um elemento importante ao tratar Asperger.
Além de encontrar um terapeuta confiável, você pode querer a visão de educadores especializados, nutricionistas e outros profissionais que podem ajudar a navegar pelas necessidades especiais do seu filho.
Nunca frequente um especialista que apoie Mãos Quietas, use punições físicas, amarre pessoas, suspende a alimentação, insiste que "um pouco de choro" (pânico) é normal, não permita que você monitore a sessão ou apoie organizações que a comunidade autista considere destrutivas. Pessoas com autismo podem desenvolver Transtorno de Estresse Pós-Traumático por conta desses tratamentos.
Em geral, se o autista gostar da terapia e quiser continuar frequentando-a, tudo está bem. A terapia está machucando a pessoa se ela parecer ansiosa, desobediente ou desesperada.

2 - Busque apoio emocional. A síndrome de Asperger não é curável, e aprender como lidar com isso é um processo para a vida toda. Além de encontrar médicos e terapeutas para descobrir o melhor curso de tratamento, considere buscar apoio de organizações e de um grupo de apoio local. Encontre pessoas para quem você pode ligar quando tiver perguntas, ou quando você apenas precisar conversar, que entenda o que você está passando. Com o aumento dos casos de Asperger, há muitas pessoas que podem ajudar.
Faça uma pesquisa online por grupos de apoio na sua cidade. Pode haver um associado à universidade da sua área.
Considere participar de uma conferência feita por organizações de apoio a pessoas com autismo ou Asperger. Você pode ter acesso a uma riqueza de recursos, aprender sobre metodologias de tratamento e conhecer pessoas com quem você pode querer manter contato.
Junte-se a uma organização totalmente criada e voltada por pessoas com autismo. Você pode conhecer outros autistas enquanto faz a diferença no mundo.

3 - Organize sua vida para satisfazer suas necessidades únicas. Pessoas com Asperger têm mais desafios do que aqueles não têm a síndrome, principalmente na área da interação social. Ao mesmo tempo, pessoas com Asperger podem ter relacionamentos completos e maravilhosos – muitas se casam e têm filhos – e carreiras muito bem sucedidas. Tenha consciência das necessidades únicas da pessoa, ajudando-a a superar as dificuldades e celebrando suas realizações, o que pode dar a elas a melhor chance de ter uma vida plena.
Uma forma essencial de deixar a vida da pessoa melhor é ter uma rotina para cumprir, já que a pessoa com Asperger não gosta de se desviar de rotinas. Quando você tiver que mudar um pouco as coisas, separe um tempo para explicar para a pessoa o motivo para que ela entenda.
Exemplificar habilidades sociais pode ajudar alguém com Asperger a aprender pelos exemplos. Por exemplo, você pode ensinar a pessoa a dizer oi e apertar as mãos enquanto faz contato visual. O terapeuta com quem você trabalhar lhe dará as ferramentas certas para fazer isso eficientemente.
Celebrar a paixão da pessoa e permitir que ela a execute é uma boa forma de apoiar alguém com Asperger. Alimente o interesse da pessoa e ajude-a a se sobressair nele.
Mostre à pessoa que você ama ela e seu autismo. O melhor presente que você pode dar a uma pessoa com Asperger é aceitá-la por quem ela é.

Dicas

Quando for falar com os outros sobre seu transtorno, pode ser benéfico explicar quais sintomas afetam-no mais e explicitar que tais sintomas são especialmente intensos em pessoas com Asperger (Por exemplo, todos cometem erros sociais de vez em quando, mas eles são mais frequentes para pessoas com Asperger).
Faça um diário por um período de tempo, registrando os sintomas que você mostrou, e levando-o para alguém próximo, ou para um médico, para dar a eles uma perspectiva melhor do que você está passando.
Imprima lista de fatos, estatísticas e sintomas, e dê para as pessoas que, talvez, precisam de um pouco mais de informações sobre o assunto (pessoas que nunca tiveram contato com alguém que tenha um transtorno mental, ou alguém que está lhe atrapalhando muito).

Avisos

Se as pessoas se recusarem a acreditar em você, não desista. A síndrome de Asperger é um transtorno de desenvolvimento cerebral que deve ser diagnosticado e tratado como um, e consultar um conselheiro médico é vital para confirmar as suspeitas ou não.
A síndrome de Asperger pode ser acompanhada de outros transtornos mentais no espectro do autismo, incluindo o Transtorno Obsessivo Compulsivo, Transtorno de Ansiedade, Transtorno do Déficit de Atenção, etc. Se você suspeitar que tem qualquer um desses transtornos, leve-o à atenção de alguém próximo ou a um médico.

Fontes:


Postado por: Ana Cláudia Foelkel Simões
Psicóloga Clínica - (11) 97273-3448

quinta-feira, 9 de março de 2017

Ansiedade - Como se acalmar diante de uma crise?

Este artigo trará algumas dicas que podem ser usadas para você se acalmar.

Alguns sintomas de ansiedade: coração acelerado, náuseas, desconforto estomacal e tremores. Os ataques de ansiedade podem ser assustadores, portanto, é útil saber que você pode limitá-los quando eles ocorrerem.

Pratique a respiração profunda. Caso esteja sofrendo de um ataque de pânico, é possível que você esteja começando a hiperventilar. Mesmo que não esteja, respirar profundamente pode ajudá-lo a reduzir o estresse e a fornecer oxigênio ao cérebro para aumentar o foco. Tente dar, no mínimo, 8 respiradas profundas por minuto. Demore 4 segundos para inalar, prenda a respiração por 2-3 segundos e demore outros 4 segundos para soltar o ar.

Se você estiver respirando rápido demais para começar a respirar profundamente, use um saco de papel pardo para desacelerar seu ritmo respiratório. Segure-o sobre sua boca enquanto respira, desacelerando a respiração progressivamente. Desacelere até poder começar seus exercícios de respiração profunda.

Continue a respirar profundamente por vários minutos até poder notar uma diferença em seu relaxamento muscular e na sua clareza de pensamentos.

Use diversões cognitivas. Se você estiver no meio de um ataque de ansiedade, distraia sua mente através de diferentes diversões mentais. Por exemplo, conte os números ímpares de 100 a 0, diga o nome de todos os presidentes do Brasil ou declame seu poema (ou canção) predileto. Force-se a fazer uma (ou várias) dessas técnicas até se acalmar um pouco.

Pratique o relaxamento muscular progressivo. Este é o processo de desacelerar através do corpo e de esticar e relaxar cada grupo muscular. Isso tem duas finalidades: lhe força a se concentrar em algo que não seja seu medo e simultaneamente relaxa seus músculos. Comece com os músculos no rosto e vá descendo até ter relaxado todas as partes do corpo.

Estique os músculos por dez segundos – em seguida, libere a pressão. Você pode fazer isso com o mesmo grupo muscular diversas vezes. Ainda assim, fazê-lo uma vez deve bastar.

Grupos musculares grandes que podem ser esticados e relaxados incluem: mandíbula, sua boca, braços, mãos, estômago, bumbum, coxas, panturrilhas e pés.

Este é o processo pelo qual você impede seus pensamentos produtores de ansiedade e substitui por reflexões que tragam felicidade ou paz. Por exemplo, se você estiver ansioso por conta de uma viagem de avião e não puder parar de pensar no que pode acontecer caso a nave caia, impeça tal pensamento imediatamente e substitua-o ao imaginar como serão suas férias com seus amigos.

Use imaginação guiada. Pense num lugar em que você se sinta em paz e relaxado: pode ser sua casa, seu lugar de férias predileto ou os braços da pessoa amada. Enquanto pensa nesse lugar, continue adicionando detalhes à cena, de maneira a focar toda a sua mente no campo da imaginação. Sinta-se livre para fazer isso com os olhos fechados ou abertos. Fechar os olhos pode facilitar o processo. Quando sentir que é possível pensar claramente na ansiedade, você pode parar a imaginação guiada.

Reconheça sua ansiedade. Ainda que deseje reduzir a ansiedade que sente, você não quer ignorá-la. Reconheça que você está com medo. Analise o medo. É um perigo verdadeiro e presente? Provavelmente, você está usando declarações do tipo “e se?” e entrando em pânico com algo que ainda não aconteceu ou que mal pode acontecer. Compreenda que você está sentindo medo, mas que não há nenhum perigo. Retirar o perigo da situação lhe ajudará a relaxar um pouco.

Escreva seus sentimentos. Se você for suscetível a ataques de pânico, crie um diário para escrever textos que expliquem seus sentimentos. Escreva o que você sente, o que lhe causa medo e por que a ansiedade surgiu. Escrever lhe ajudará a focar seus pensamentos, e reler os textos poderá ajudá-lo a controlar melhor a ansiedade.

Faça algo. Sentar e ruminar sua ansiedade apenas piorará seu estado e dificultará a superação do pânico. Distraia sua mente e seu corpo ao realizar uma tarefa, ao limpar, ao desenhar, ao ligar para um amigo, enfim, ao fazer qualquer coisa que lhe mantenha ocupado. Preferencialmente, faça algo de que você desfrute, como um hobby.

Use terapia musical. Crie uma playlist com suas músicas preferidas. Elas podem ajudá-lo a relaxar ou a se sentir feliz. Então, se/quando você tiver um ataque de pânico, escute as músicas e se acalme. Use headphones bons, que impeçam a intromissão de barulhos externos, para poder se concentrar apenas na música. Enquanto escuta, foque em diferentes instrumentos, no som e nas letras. Isso o(a) ajudará a parar de pensar em seus medos.

Faça um pouco de exercício. Fazer com que seu corpo se ative libera endorfinas que são responsáveis pelo aumento da sensação de paz e de felicidade. Vá caminhar ou experimente um pouco de yoga; exercícios leves poderão lhe ajudar a relaxar mais que esportes agressivos ou treinos de resistência.

Consiga ajuda de um amigo. Se você estiver entrando no mundo da ansiedade e não conseguir sair dele, ligue para um amigo ou membro da família e peça ajuda. Peça para que ele distraia você e analise seu medo para poder superar a sensação de estresse. Se você for suscetível a ataques de ansiedade, ensine aos amigos como eles devem agir durante uma crise sua. Assim, eles o compreenderão e poderão obter ajuda quando preciso.

Procure um(a) psicólogo(a). Se você tiver ataques severos de ansiedade por períodos prolongados de tempo, vá a um(a) psicólogo(a) local para obter terapia. Você pode ter desordem do pânico ou desordem de ansiedade generalizada. Ambos os casos são normais e podem ser tratados por profissionais. Você também pode receber de um psiquiatra uma receita que indique medicamentos controlados para a ansiedade caso nenhum outro meio de controlar o pânico surta efeito.

Dicas:

  • Cante uma canção. Ela o(a) ajuda a respirar melhor e distrai você do terror de um ataque de pânico.
  • Se seu ataque de pânico piorar e você começar a vomitar, tome um banho quente com uma camiseta ou uma toalha sobre seu corpo. Isso o(a) fará se sentir confortável. Relaxe e descanse no banho pelo tempo que precisar. Não apresse as coisas após sair. O melhor conselho é dormir após terminar o banho.
  • Se você tiver um ataque de pânico tarde da noite, caminhe pelo quarto e respire profundamente.
  • Borrife óleo puro de lavanda misturado com água em um lenço. (Mantenha-o disponível no seu bolso) Os óleos na lavanda ajudam a pessoa a relaxar e a se acalmar durante ataques de ansiedade.
  • Exercite-se regularmente. Aprenda técnicas de relaxamento que sejam eficientes para reduzir o estresse. Durma por mais tempo – o sono é absolutamente necessário para quem sofre de ansiedade. Você nunca deve abrir mão dele de propósito.
  • Tente beber um copo de chá de camomila durante a noite. Evite cafeína, refrigerantes e nicotina – tais produtos são estimulantes.
  • Mesmo que isso seja óbvio para algumas pessoas, sempre lembre, de que sua família existe para apoiá-lo, amá-lo e protegê-lo. Não receie em contar seus problemas a eles, mesmo que isso seja embaraçoso.
  • Experimente diversas atividades para acalmar sua ansiedade.
  • Aviso: Se seu ataque de ansiedade durar mais que algumas horas, entre em contato com seu psicólogo ou seu médico para obter ajuda.
Fonte: Psicologias do Brasil

Postado por: Ana Cláudia Foelkel Simões
Psicóloga Clínica – (11) 97273-3448

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

ANSIEDADE - COMO EVITAR?


Os sintomas de ansiedade podem se manifestar no corpo, como a sensação de aperto no peito e tremores ou no emocional como a presença de pensamentos negativos, preocupação ou medo, por exemplo e, geralmente, surgem vários sintomas ao mesmo tempo.

Estamos a todo momento buscando estabilidade, conforto e segurança. Então, é inviável não nos depararmos com a ansiedade, que é o sentimento ou a sensação causada pela excessiva excitação do Sistema Nervoso Central. Cria a dúvida, medo, aflição e expectativa de que algo positivo ou negativo aconteça. Como administrá-la? Quando procurar ajuda profissional?

A ansiedade estimula ações, porém em excesso, causa exatamente o contrário. Percebo que o nível das pessoas referente à tolerância dos sintomas ansiosos estão cada vez menores, pois o medo e desconforto é assustador. Encontramos muitas pessoas frustradas por tentarem e não conseguirem controlar a ansiedade.

Ansiedade não se controla, se sente. A ansiedade é uma “manifestação” do nosso corpo. 
Se faz necessário entender o motivo pelo qual ela se faz presente. Busque sempre entender o motivo ao invés de tentar controlar os sintomas.

Agora, se os sintomas estão impedindo você de realizar atividades rotineiras, é hora de buscar ajuda profissional. Pois, a ansiedade pode aparecer de diversas formas, como: Transtorno de Ansiedade Generalizada, Fobia específica, Fobia Social, Estresse Pós Traumático, Transtorno Obsessivo Compulsivo, Síndrome do Pânico, Transtorno Dismórfico Corporal, Vigorexia…


Sintomas físicos
  • ·         Enjoo e vômitos;
  • ·         Tontura ou sensação de desmaio;
  • ·         Falta de ar ou respiração ofegante;
  • ·         Dor ou aperto no peito;
  • ·         Dor de barriga ou mesmo diarreia;
  • ·         Roer as unhas
  • ·         Dor de cabeça;
  • ·         Formigamento;
  • ·         Tremor;
  • ·         Palpitação do coração;
  • ·         Tensão muscular, principalmente dor nas costas;
  • ·         Balançar as pernas e os braços;
  • ·         Falar muito rápido;
  • ·         Dificuldade em dormir, dormindo poucas horas e dificuldade para adormecer.

Sintomas emocionais
  • ·         Agitação, balançando os pernas e os braços;
  • ·         Nervosismo;
  • ·         Inquietação;
  • ·         Irritabilidade;
  • ·         Perda da concentração;
  • ·         Dificuldade de concentração e para relaxar;
  • ·         Preocupação;
  • ·         Sensação de que algo ruim vai acontecer - Medo;
  • ·         Descontrole sobre os próprios pensamentos;
  • ·         Preocupação exagerada em relação à realidade.

Precisamos aprender a conviver com a ansiedade, ela faz parte. Não existem pessoas que não são ansiosas. É necessário discernimento para diferenciar a ansiedade normal da patológica. Siga as dicas a seguir e garanta qualidade de vida nos momentos de ansiedade.

A ansiedade é uma ameaça de que algo positivo ou negativo aconteça. Quanto maior a expectativa, maior será a ansiedade. Busque não se apavorar, reprimir ou controlar os sintomas. A ansiedade é “produzida” através de você. Não tenha medo! Não foque no sintoma e sim busque conversar consigo e entender o contexto e o motivo da ansiedade.

Pratique a respiração diafragmática, escute música clássica, instrumental, desfoque dos sintomas e entenda o motivo pelo qual seu corpo está manifestando tais sintomas.

Caso os sintomas de ansiedade estejam persistentes e impedindo de realizar determinadas tarefas, busque ajuda profissional, pois provavelmente se trata de ansiedade patológica.

Postado por: Ana Cláudia Foelkel Simões - Psicóloga Clínica (11) 97273-3448

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Como saber se estou dependente da internet?


1- Você fica mais tempo na Internet do que com pessoas “reais”? 
Se você costuma gastar suas horas com atividades online mais do que com pessoas da sua família, amigos ou de outro tipo de relacionamento, realmente você precisa ficar atento, pois este é um dos primeiros sintomas do problema. 

2- Você não consegue manter seu próprio controle na net? 
Caso você se conecte na Internet apenas para “dar uma olhada” e acaba ficando bem mais do que o planejado, cuidado! Este pode ser um claro sinal de dependência. 

3- Você acha que “sem a Internet não dá para ficar”? 
Se por qualquer razão você não pode estar online durante algumas horas/períodos e percebe-se ansioso ou com tédio ou irritado e, quando volta a conectar-se fica bem de novo. Este é um péssimo sinal! 

4- Você se percebe incapaz de diminuir o tempo online, mas, pelo contrário, só aumenta? 
Caso você já tenha feito tentativas frustradas para diminuir o tempo de uso e vem notando que a cada dia que passa, você permanece mais tempo conectado na net para ter a mesma satisfação. Muito cuidado, este é um forte sinal de dependência! 

5- Você tem mentido ou disfarçado para os outros sobre o tempo que você fica conectado? 
Desde que começou a ficar mais tempo online, se você tem tentado enganar ou mentir para seus familiares ou pessoas mais próximas a respeito da relação que você estabelece com o tempo na Internet. Isto é um gritante aviso! 

6- Você sente que sem a Internet a vida não teria graça? 
Se não consegue mais sentir o mesmo prazer que antes nas atividades off-line ou sente-se melhor na vida virtual do que em qualquer outra situação real. Ou ainda, tem notado que de um tempo para cá, desde que começou a usar com maior frequência a Internet, vem sentindo-se irritado ou deprimido. Cuidado! 

7- Mesmo sem estar na frente do computador, preocupa-se com o que está acontecendo no mundo virtual? 
Quando você está envolvido em outras tarefas cotidianas e não pode estar online (nossa, que ansiedade!), chega em casa e corre para ligar seu computador (ou dá um jeito mesmo fora de casa) para ficar “inteirado” dos acontecimentos virtuais. Estas atitudes podem indicar dependência de Internet. Você precisa de ajuda!

Faça o teste! Se necessário, busque ajuda profissional.



Fonte: Dependência de Internet

Postado por: Ana Cláudia Foelkel Simões
Psicóloga Clínica - (11) 97273-3448