quarta-feira, 22 de novembro de 2017

CÉREBRO X INTESTINO

Existe uma incrível conexão entre cérebro e intestino, responsável pelo nosso bem estar. O que pouca gente sabe é que a maior parte de serotonina é produzida pelo intestino, que é o nosso segundo cérebro. Os neurocientistas descobriram que o intestino também é capaz de se lembrar, ficar nervoso e dominar o cérebro.

As células nervosas existentes no intestino não controlam apenas a digestão dos alimentos, elas são responsáveis por sensações comuns e que são sentidas diretamente nesse nosso órgão. Por exemplo: Ao recebermos uma boa notícia ou, ao nos depararmos com a pessoa amada, um formigamento agradável nos invade – o famoso frio na barriga.  Por outro lado, as situações de tensão, medo ou angústia nos corroem por dentro. A repulsa em direção a algo ou alguém pode produzir náuseas e até mesmo provocar o vômito. Estas sensações têm explicação na ciência. Nosso intestino possui altíssima concentração de células nervosas, quase exatamente como a estrutura do cérebro. Ambos produzem substâncias psicoativas que afetam o humor, como os neurotransmissores serotonina e dopamina e vários opióides que modulam a dor.

O nosso cérebro abdominal e têm dois objetivos principais:
·         Supervisionar o processo de digestão, promovendo o peristaltismo e a secreção dos sucos digestivos para digerir os alimentos, absorção e transporte de nutrientes e eliminação de resíduos.
·         Apoiar o sistema imunológico na defesa do organismo.

O intestino libera substâncias químicas como a serotonina, por exemplo, em resposta à nutrição e digestão saudável. Quando comemos bem, com variedade e com uma contribuição proporcional de todos os nutrientes e se temos um almoço saudável (sem pressa, mastigando bem e sem distração) nosso sistema digestivo nos responde e nos agradece com uma sensação de bem-estar, dando-nos um bom suprimento de energia, vitalidade e otimismo. Por outro lado, se por algum motivo a digestão e/ou trânsito intestinal é lento e incompleto estamos acumulando resíduos, o que pode causar uma sobrecarga tóxica ou autointoxicação. Percebam que muitas vezes o bem, ou mal estar emocional pode estar intimamente ligado à qualidade da nossa alimentação. Já existem estudos que mostram que, o jejum superior a seis horas pode desenvolver quadros depressivos causados exatamente pela interrupção do funcionamento adequado do nosso sistema gastrointestinal.

São muito comuns os casos de diarreia e constipação que estão ligados a fatores emocionais. A Síndrome do Intestino Irritável, por exemplo, é uma doença crônica que afeta o intestino grosso, cuja causa ainda é desconhecida e tem sido tratada com Terapia Cognitivo Comportamental associada ao tratamento médico. Os sintomas são cólicas, gases associados à diarreia ou constipação. O quadro está intimamente ligado ao estresse e/ou à ansiedade.

Ao digerir os alimentos e as emoções, nosso intestino e nosso cérebro estão exercendo funções correlacionadas. Ansiedade e diarreia podem estar intimamente ligadas. Quem nunca teve uma dor de barriga diante de um evento amedrontador? Contrário a isso, a constipação parece estar sempre ligada aos indivíduos depressivos, que travam o extravasamento das suas emoções.

As bactérias intestinais produzem diversas moléculas que interagem na comunicação entre o intestino e o cérebro. De todos os micro-organismos que habitam o aparelho digestivo e passeiam por ele, a maior parcela é amiga. Há, porém, as frutas (ou melhor, bactérias) podres. E ai se elas encontram condição para se multiplicar. “Precisamos que os exemplares benéficos estejam sempre em maior número, porque, assim, controlam os nocivos”, resume a farmacêutica Yasumi Ozawa, da Yakult, pioneira nessas pesquisas.

Os cientistas ainda estão apurando todos os detalhes envolvidos, mas já conhecem alguns fatores que desequilibram a microbiota. Uma alimentação muito rica em gordura, por exemplo, está associada ao desenvolvimento de bactérias ruins e à morte das boas. As manifestações disso são mais gases e distensão abdominal. A desordem ainda é deflagrada por estresse fora de controle e uso de antibióticos, que, para matar os vilões, acabam exterminando também os mocinhos.
Se os germes maléficos dominam o pedaço, é encrenca na certa. Isso prejudica as paredes e os movimentos do intestino e dispara inflamações. No dia a dia, o indivíduo tem dores, diarreia ou constipação. Só que o desarranjo local repercute na cabeça. Estímulos de confusão na barriga viajam até o cérebro e contribuem para o humor e a concentração irem por água abaixo. Sim, ficamos enfezados.

O impacto desses distúrbios – por razões hormonais, estão mais sujeitas nas mulheres do que os homens. Elas apresentam inchaço no ventre, flatulências e prisão de ventre, com variações de humor, menos concentração nas tarefas cotidianas, modificando comportamentos.

Os médicos já sabem que condições como a síndrome do intestino irritável, marcada por diarreia ou dificuldade de ir ao banheiro sem razão aparente, propiciam nervosismo e depressão – assim como a ansiedade e o baixo-astral desequilibram a flora intestinal e desencadeiam as crises.


Mas é possível prevenir, ou até reverter, desequilíbrios na microbiota intestinal? A resposta é sim. A flora pode ser modulada para que as bactérias do bem vivam em paz ou voltem a reinar. E isso é obtido, em parte, via alimentação, quando se investe nos probióticos, lácteos enriquecidos com micro-organismos benéficos à saúde. Mas fique atento ao rótulo: nem todo iogurte, por exemplo, é probiótico. Repare se a embalagem informa isso e qual sua concentração de bactérias, medida em UFC (unidade formadora de colônia). O produto precisa ter de 2 a 10 bilhões de UFC por dose. Ah, probióticos também estão disponíveis hoje em cápsulas e sachês.

Fontes: osegredo.com.br  
             saude.abril.com.br

Postado por: Ana Cláudia Foelkel Simões
Psicóloga e Terapeuta
(11) 97273-3448

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Terapia Cognitiva

A terapia cognitiva baseia-se numa teoria específica da psicopatologia. Inclui-se neste sistema um conjunto de princípios e técnicas terapêuticas, de conhecimentos derivados de investigações empíricas. A sua estrutura teórica alicerça-se na psicologia cognitiva, na teoria do processamento da informação e na psicologia social. O processo terapêutico é ativo, com uma abordagem limitada no tempo, que tem sido usada favoravelmente no tratamento de um vasto conjunto de perturbações. A terapia cognitiva baseia-se na proposta teórica de que o modo como as pessoas pensam e percebem tem um grande impacto no modo como sentem e se comportam. Assim, se interpretam uma situação como sendo perigosa, sentem-se ansiosos e com uma necessidade urgente de fugir. Os pensamentos, sejam eles verbais ou imaginários, decorrem das crenças, atitudes e pressupostos que são desenvolvidos precocemente na vida de uma pessoa.

A expressão “Terapia Cognitiva” deriva da descoberta de que as perturbações psicológicas decorrem frequentemente de erros específicos e habituais de pensamento. “Cognitivo” tem origem no termo latino para pensamento, referindo-se à maneira como as pessoas fazem julgamentos e tomam decisões, assim como suas interpretações, corretas ou incorretas, das suas ações e das ações dos outros. Na terapia, é colocada ênfase na investigação e modificação, quer das estruturas cognitivas das pessoas, incluindo o conceito de ideias conscientes, imagens e memórias, quer dos processos cognitivos tais como a atenção, o raciocínio, a recuperação e as expectativas.

A terapia cognitiva considera as pessoas como sendo moldadas pelas estruturas ou processos cognitivos desenvolvidos desde cedo na vida. Os problemas psicológicos são compreendidos como decorrendo de processos comuns, tais como uma aprendizagem defeituosa, uma realização de interferências incorretas com base em informação inadequada ou incorreta e uma ausência de discriminação adequada entre imaginação e realidade.

Desde cedo na vida, fundamentados em pressupostos errados, as pessoas podem formular regras ou padrões excessivamente rígidos e absolutos. Tais padrões derivam de “esquemas” ou “padrões complexos de pensamento”, os quais determinam o modo como os fatos serão percebidos e conceituados. Estes esquemas ou padrões de pensamento são empregados com frequência, mesmo na ausência de dados ambientais, podendo funcionar como um tipo de “molde”, que modela os dados recebido de modo a ajustá-los e a reforçar as noções preconcebidas. Esta distorção de experiência é mantida por intermédio da ação de erros característicos no processamento da informação. Argumenta-se, também, que vários gêneros de pensamentos contribuem para os ciclos de feedback que fundamentam as perturbações psicológicas. Por exemplo, erros sistemáticos de raciocínio, denominados “distorções cognitivas”, estão presentes durante períodos de sofrimento psicológico. Estes erros incluem alguns dos seguintes:
  • Interferência arbitrária. São tiradas conclusões na ausência de evidência substancial que as apoie. Por exemplo, um homem cuja mulher vem do trabalho e chega a casa com meia hora de atraso conclui: “Ela deve ter um caso com alguém.”
  • Abstração seletiva. A informação é tomada fora do seu contexto e certos detalhes são realçados, enquanto outra informação é ignorada. Por exemplo, uma mulher cujo marido não responde ao seu primeiro cumprimento do dia conclui: “Ele deve estar outra vez zangado comigo.”
  • Hiper generalização. Um ou dois incidentes isolados são admitidos como representações de situações similares em toda a parte, relacionadas. Por exemplo, depois de ter sido rejeitado para um primeiro encontro romântico, um jovem conclui: “Todas as mulheres são iguais; eu serei sempre rejeitado.”
  • Ampliação e minimização. Um acontecimento ou circunstância é percebido por uma ótica mais ou menos favorável do que aquela que é apropriada. Por exemplo, a descoberta de que o talão de cheques foi cancelado enfurece o marido, que declara à sua esposa: “Estamos financeiramente condenados.”
  • Personalização. Acontecimentos externos são atribuídos a si próprio na ausência de evidência suficiente para exprimir uma conclusão. Por exemplo, uma mulher descobre o seu marido passando a ferro uma camisa que já estava passada e presume: “Ele não está satisfeito com o modo como eu trato da sua roupa.”
  • Pensamento dicotômico. As experiências são codificadas em termos de branco ou preto, como um sucesso absoluto ou um fracasso total. Por exemplo, após solicitar a opinião da esposa acerca da coloração do papel de parede na sala, esta questiona as linhas de junção, e o marido pensa consigo mesmo: “Não consigo fazer nada certo.”
  • Rotulação correta e incorreta. A identidade de uma pessoa é representada com base em imperfeições e erros feitos no passado, sendo estes usados para definir a sua propriedade. Por exemplo, numa sequência de erros contínuos na preparação das refeições, um dos cônjuges afirma: “Eu não presto para nada”, por oposição ao reconhecimento dos seus erros como sendo humanos.
Estes são alguns erros que cometemos na nossa rotina.
Para conhecer-se melhor, faça terapia cognitiva! 

Fonte: Fronteiras da Terapia Cognitiva 

Postado por: Ana Cláudia Foelkel Simões 
Psicóloga Clínica - (11) 97273-3448

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Doenças Psicossomáticas

As doenças psicossomáticas são aquelas causadas ou agravadas por distúrbios emocionais ou sentimentos como raiva, ansiedade, angústia, medo ou desejo de vingança, pois estes estados mentais são capazes de interferir no metabolismo e na dinâmica do corpo, podendo produzir sintomas ou, até, influenciar no surgimento e piora de doenças reais como gastrite, alterações digestivas e pressão alta. 

Assim, uma pessoa com doença psicossomática é aquela que tem queixas físicas, como dor, diarreia, tremores e falta de ar, que não são completamente explicadas somente por doenças orgânicas, já que as análises médicas são sempre normais.

Esta situação também é chamada de somatização, e é comum em pessoas ansiosas e depressivas que não procuram tratamento psiquiátrico ou psicológico geralmente, com psicoterapia e medicamentos antidepressivos. 

Dor no peito pode ser causada por ansiedade, a doença psicossomática mais comum.


Cada pessoa pode manifestar fisicamente as suas tensões emocionais em diferentes órgãos, podendo simular ou piorar muitas doenças. Os principais exemplos são:

  • Estômago: dor e queimação no estômago, sensação de enjoo, piora de gastrites e úlceras gástricas;
  • Intestino: diarreia, prisão de ventre, piora de doenças inflamatórias intestinais e síndrome do intestino irritável;
  • Garganta: sensação de nó na garganta, irritações mais constantes na garganta e amígdalas;
  • Imunidade: recorrências de gripes e resfriados, e piora de doenças relacionadas à imunidade como lupus, artrite, hipotireoidismo e diabetes;
  • Pulmões: sensações de falta de ar e recorrência de crises de asma e bronquites;
  • Músculos e articulações: tensão e dores musculares, e surgimento de fibromialgia e tendinites;
  • Coração e circulação: sensação de dores no peito, que pode, até, ser confundida com infarto, e surgimento ou piora da pressão alta;
  • Rins e bexiga: sensação de dor para urinar, surgimento de infecção urinária de repetição;
  • Pele: recorrência de dermatites, acne, queda de cabelo, vitiligo, psoríase e reativação da herpes;
  • Região íntima: piora da impotência e diminuição do desejo sexual, dificuldade para engravidar e alterações do ciclo menstrual;
  • Cérebro: crises de dor de cabeça, enxaqueca, e depressão.
Isto acontece porque o sistema nervoso tem forte influência sobre a regulação e a harmonia do funcionamento do corpo, interferindo na liberação de hormônios, controle dos batimentos cardíacos e a percepção da dor, por exemplo. Desta forma, sabe-se que a somatização é uma manifestação de conflitos e angústias psicológicos, por meio de sintomas corporais.

O diagnóstico de uma doença psicossomática deve ser feito por um psiquiatra, mas um clínico geral ou outro especialista podem apontar esta possibilidade, porque excluem a presença de outras doenças através do exame físico e de laboratório.

A presença dos principais sintomas ajudam a identificar o problema, e são coração acelerado, tremores, boca seca, sensação de falta de ar e de nó na garganta, e podem ser mais ou menos intensos de acordo com piora ou melhora do estado emocional de cada pessoa.

O que causa a doença psicossomática?

Existem diversas situações que facilitam o desenvolvimento da somatização, como depressão, ansiedade e estresse. As pessoas mais afetas são as que sofrem situações como:
  • Desgaste profissional e carga horária de trabalho exagerada afetam, principalmente, pessoas que trabalham com o público como professores, vendedores e profissionais de saúde, mas estudantes e desempregados também podem sofrer com estas complicações;
  • Trauma na infância ou após acontecimentos marcantes, além de conflitos de família são algumas situações que podem deixar a pessoa com medo e desmotivada para seguir em frente; 
  • Situações de violência psicológica e de desmotivação, como acontece nos casos de violência doméstica e bullying;
  • Muita ansiedade e tristeza em pessoas que não compartilham ou conversam sobre seus problemas.


Não procurar tratamento para estas situações, por dificuldade em buscar ajuda ou por achar que é uma situação normal, pode agravar os sintomas ou causar doenças físicas.

Como é feito o tratamento?

O tratamento para estas doenças pode envolver o uso de medicamentos como analgésicos, anti-inflamatórios e anti-histamínicos para aliviar seus sintomas, no entanto, é importante o acompanhamento de um psicólogo ou psiquiatra, para aprender a controlar as emoções, e tratar a verdadeira causa do problema.

Antidepressivos, como sertralina ou fluoxetina, e ansiolíticos, como clonazepam, por exemplo, prescritos pelo psiquiatra, ajudam a acalmar e diminuir a ansiedade, e sessões de psicoterapia são importantes para ajudar na resolução de conflitos internos.

Algumas medidas simples e naturais também podem ajudar a lidar com os problemas emocionais, como tomar chás calmantes de camomila e valeriana, tirar férias para descansar a mente e procurar resolver um problema de cada vez. Fazer algum tipo de exercício físico como caminhada, corrida, yoga ou pilates, também podem ajudar a liberar endorfinas na corrente sanguínea promovendo o bem-estar.

Fonte: tuasaude.com

Postado por: Dra. Ana Cláudia Foelkel Simões
Psicóloga Clínica – (11) 97273-3448


segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Terapia em Grupo

Conheça os benefícios da terapia em grupo. A técnica ajuda a superar problemas através do contato com o outro. 
A terapia em grupo é uma prática terapêutica que apresenta bons resultados e tem ajudado muitas pessoas a superar problemas. Ela é feita em grupos de no mínimo três pessoas que se encontram semanalmente por aproximadamente 1 hora e 30 minutos para trocar experiências, compartilhar dores e sofrimentos e procurar apoio em momentos difíceis, com o auxílio do profissional psicólogo.
O principal motivo que faz com que as pessoas não procurem essa forma de terapia é a vergonha ou a dificuldade de expor seus problemas para outras pessoas. Esse receio é totalmente compreensível, mas na prática não tem fundamento, pois todos que participam do grupo estão dispostos a ouvir e apoiar e não para julgar, ridicularizar ou menosprezar os outros participantes. O profissional que conduz o grupo também está lá para apoiar todos os presentes e auxiliá-los com suas questões. Cabe a ele não permitir que pessoas mal intencionadas ou com dificuldade para respeitar o outro participem do grupo.
Superando a desconfiança, timidez e incredulidade é hora de aproveitar os benefícios da terapia em grupo, que são muitos. O principal deles é estar em contato com pessoas que estão passando por situações parecidas com as suas. Através da troca, todos começam a se sentir mais fortes para enfrentar o problema e passam a vê-lo de uma forma diferente. 

Outros benefícios importantes também podem ser obtidos através da terapia em grupo:
Contato Interpessoal:
A oportunidade de conhecer e estar em contato com novas pessoas, principalmente pessoas que podem ter algo em comum com você.
Ter a certeza de que está sendo ouvido e compreendido:
Atualmente, muitas pessoas têm reclamado da dificuldade em poder ser ouvido e compreendido por alguém, encontrar alguma pessoa em que se possa confiar totalmente e principalmente, não ter suas ideias, pensamentos e problemas julgados e questionados. Certamente na terapia em grupo você não ouvirá as famosas frases: "Se eu fosse você", "No seu lugar" e "Você devia fazer como eu faço".
Sentir que existem pessoas que se importam com você e com a sua dificuldade:
Ao interagir e trocar experiências com pessoas que estão vivendo situações iguais ou semelhantes às suas, as pessoas ficam mais próximas e preocupadas umas com as outras.
Ter um custo menor:
Cada sessão de terapia em grupo geralmente tem o valor mais baixo que a terapia individual, o que torna a terapia acessível a um maior número de pessoas.
Os grupos podem ser livres ou temáticos:
Nos grupos livres, as questões, problemas e interesses variam de pessoa para pessoa. Nos grupos temáticos, as questões são específicas como, por exemplo, obesidade, álcool, drogas, depressão, terceira idade, gravidez, luto e etc..
Caso você ou alguma pessoa conhecida esteja com dificuldade para encontrar apoio ou solucionar alguma questão, considere a terapia em grupo como opção. Saiba que existem grupos de pessoas coordenados por profissionais capacitados que estão dispostos e têm condições de te ajudar.
Fonte: minhavida.com.br

Postado por: Dra. Ana Cláudia Foelkel Simões
Psicóloga Clínica - (11) 97273-3448 

terça-feira, 1 de agosto de 2017

TOC - Tratado pela Psicoterapia e Acupuntura

O transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), é um diagnóstico psiquiátrico ocidental que se refere a pacientes que sofrem de obsessões e/ou compulsões recorrentes que consomem tempo (tomam mais de 1 hora por dia) ou causam sofrimento marcado ou dano significativo.

Em determinado momento do curso do distúrbio, a pessoa reconhece que as obsessões ou compulsões são excessivas ou irracionais.

As obsessões são ideias, pensamentos, impulsos ou imagens persistentes que são sentidas como inoportunas e inapropriadas. A pessoa é capaz de reconhecer que sua própria mente produz isso, não é algo imposto.

As obsessões mais comuns são pensamentos repetidos sobre contaminação (p. ex., ideia de ficar contaminado por dar um aperto de mãos), dúvidas repetidas (p. ex., ficar na dúvida se deixou a porta da casa aberta ou não), necessidade de colocar as coisas numa determinada ordem (p. ex., intenso sofrimento quando os objetos estão desordenados), impulsos agressivos ou horríveis (p. ex., ferir o próprio filho) e fantasias sexuais (p. ex., imaginações pornográficas recorrentes).

A pessoa com obsessão geralmente tenta ignorar ou suprimir seus pensamentos e impulsos ou neutralizá-los com outros pensamentos ou ações (ou seja, com compulsões).

As compulsões são comportamentos repetitivos (p. ex., higienização das mãos, arrumação, verificação) ou atos mentais (p. ex., preces, contagem, repetição de palavras silenciosamente) para evitar ou reduzir a ansiedade ou o sofrimento, não para proporcionar prazer ou satisfação, é algo que traz sofrimento.

Na maioria dos casos, a pessoa se sente induzida a executar a compulsão para reduzir o sofrimento que acompanha a obsessão ou para evitar algum acontecimento ou situação temível. Em casos graves, esta desordem afeta a capacidade da pessoa para realizar as atividades cotidianas.

O transtorno muitas vezes tem um grande impacto sobre a qualidade de vida do paciente e da sua família. Além disso, a autoconsciência da irracionalidade do distúrbio pode ser penosa. Para pessoas com transtorno obsessivo-compulsivo grave, a realização dos atos compulsivos pode tomar várias horas por dia.

Pesquisas recentes sugerem que o TOC possa estar relacionado com distúrbios da função dos núcleos da base cerebral, especialmente com seus receptores de uma substância normal do cérebro chamada serotonina. Parece que quando se bloqueia o fluxo adequado de serotonina, o "sistema de alarme" do cérebro reage de forma exagerada. Desencadeiam-se mensagens de perigo incorretamente e, em vez do cérebro filtrar os pensamentos desnecessários, insiste neles e a pessoa experimenta medos e dúvidas irreais repetidamente.

O transtorno obsessivo-compulsivo responde muito bem ao tratamento de acupuntura associado a psicoterapia comportamental. A acupuntura pode promover equilíbrio e melhora significativa. E a psicoterapia, o paciente aprende ter maior controle sobre os pensamentos, também de maneira equilibrada e saudável.

Na acupuntura, é obrigatório o diagnóstico adequado mediante o pulso e a língua antes de se decidir a linha de tratamento e a seleção dos pontos.

Igualmente, deve-se levar em consideração outras informações fornecidas pela aplicação dos quatro métodos diagnósticos da Medicina Tradicional Chinesa, como por exemplo, o habitat e o estilo de vida dos pacientes, relacionado com o excesso de atividade sexual e de trabalho, a alimentação inadequada, etc.
O tratamento deve se basear na análise apropriada das manifestações individuais, já que cada paciente é diferente e, portanto, também o tratamento é individualizado.

A aplicação de calor (moxa) no ponto E 36 pode agravar os sintomas. Nos pacientes com transtorno obsessivo-compulsivo parece haver excesso de calor em certos meridianos, o qual deve ser controlado mediante o fortalecimento de outros canais deficientes.

Por exemplo, a deficiência de yin do Rim pode impedir o controle do fogo do Coração e/ou a nutrição do yin do Fígado. Neste último caso, o Fígado ficaria impedido de nutrir o yin do Coração. O resultado seria uma hiperatividade do fogo do Coração com manifestações consequentes, tais como obsessões, compulsões, palpitação, ansiedade, insônia, nervosismo, temores, sustos, diminuição da memória e respiração curta, entre outras.

Com ajuda da acupuntura no tratamento do transtorno obsessivo-compulsivo, pode-se manter o equilíbrio psicológico com resultados duradouros.

Lembrando, que um tratamento não exclui o outro, mas sim complementa. Portanto, a psicoterapia associada à acupuntura, conseguimos um resultado excelente e efetivo.

Fonte: acupuntura-mtc.com

Postado por: Dra. Ana Cláudia Foelkel Simões
Psicóloga e Terapeuta (11) 97273-3448 

terça-feira, 4 de julho de 2017

Casais Felizes...Parte 1

A Felicidade:

Primeiro, vamos tentar definir a felicidade. Escreva em um caderno, da forma mais espontânea possível, a sua definição da felicidade:

Veja a seguir dez definições de felicidade apresentadas por diferentes pensadores. Avalie de 1 a 10 as que mais tenham a ver com a sua concepção de felicidade, dando nota 1 à sua definição preferida.

.......... "Felicidade é desfrutar daquilo que você possui." Milton Erickson, psicólogo americano.
.......... "Amar e trabalhar." Sigmund Freud, pai da psicanálise e neurologista austríaco.
.......... "Um bem-estar mental permanente." Martin Seligman, psicólogo americano.
.......... "A felicidade nem sempre é confortável." Thomas d'Ansembourg, escritor belga.
.......... “É impossível ser feliz sem ser sábio.” Epicuro, filósofo grego.
.......... “Um sentimento de alegria ativa.” Baruch de Espinoza, filósofo holandês.
.......... “Felicidade é a satisfação de todas as nossas inclinações.” Emmanuel Kant, filósofo alemão.
.......... “Uma aprovação incondicional da existência. “ Clément Rosset, filósofo francês.
.......... “Fazer o que você quer e querer o que você faz.” Françoise Giroud, jornalista suíça.
.......... “Não há nenhum caminho para a felicidade; a felicidade é o caminho.” Lao Tsé, sábio chinês.


A partir da sua definição inicial e das definições dos pensadores, como vocês redefiniria agora a sua concepção de felicidade? ..............................................

Sejamos ainda mais exatos. Se, dentre todas as definições e concepções de felicidade citadas, você só pudesse escolher uma palavra, um único sinônimo de felicidade, qual seria? ...................................................................................

Mas, afinal, o que é felicidade? Será que é “um estado duradouro de plenitude e satisfação, um estado agradável e equilibrado da mente e do corpo, no qual estão ausentes sofrimento, estresse, preocupação e problemas” (Wikipédia)? Será que este estado pode ser permanente? E como alcançá-lo?

Para encontrar a felicidade, primeiro é preciso fazer os esforços necessários. A felicidade seria, assim, o resultado de uma construção e o acúmulo de inúmeras pequenas vitórias. Embora se diga por aí que a felicidade não é o objetivo da viagem, mas sim uma forma de viajar, pesquisas parecem demonstrar que é possível aprender a ser feliz do mesmo jeito que se aprende a ler ou cozinhar. Portanto, a felicidade seria, ao mesmo tempo, uma forma de viajar e o objetivo da viagem.

O Cérebro:

 A infelicidade e os sofrimentos psíquicos sempre foram mais estudados do que a felicidade e a saúde.
Há pouco tempo, graças à tecnologia moderna, somos capazes de observar o cérebro em atividade diretamente. Assim, sabemos líder melhor como os pensamentos se efetuam e como as emoções se desenvolvem. Sabemos, por exemplo, como a alegria se manifesta em nossos neurônios quando pensamos na pessoa amada e qual é a bioquímica da alegria provocada pela imagem da pessoa amada.
Existem regiões específicas do cérebro que produzem felicidade. Assim como podemos estimular o centro da linguagem para aprendermos a falar, também podemos aprender a estimular os “centros da felicidade”.
O cérebro continua se construindo durante a vida inteira, e podemos influenciar esta construção através de aprendizagens adequadas. Se expressas a sua raiva, você se tornará cada vez mais nervoso e irritável, pois sensibilizará os neurônios da raiva. Se relembrar todas as suas más lembranças, posso lhe garantir que você estimulará a produção de “hormônios tristes” e acabará virando um profeta do infortúnio.
Porém, o que vale para as emoções desagradáveis (raiva, medo, tristeza, culpa) também vale para as emoções agradáveis. Se você rir e sorrir, ficará mais alegre. Se exprimir o seu entusiasmo, você se tornará cada vez mais otimista. Se disser ao seu parceiro ou à sua parceira que você o(a) ama, não somente você o(a) amará mais, como ele(a) também se tornará cada vez mais amável.

A Terapia da Felicidade:

A escolha é sua: você pode aprender a ser feliz ou infeliz, decidindo expressar emoções felizes ou infelizes. Aprender a conter seus maus humores é uma excelente forma de cuidar do seu corpo. A expressão de sentimentos agradáveis fortalece o sistema imunológico, combate o estresse e reduz risco de problemas cardíacos.
Existem provas disto: pessoas felizes são mais criativas, amorosas e amáveis. Elas enfrentam com mais facilidade as inevitáveis adversidades da vida e resolvem problemas de forma melhor e mais rápida, pois, como diz Thomas d’Ansembourg: “A felicidade nem sempre é confortável”.
Os pensamentos e as sensações são dois lados de uma mesma moeda. Sentimentos positivos estimulam as conexões nervosas do cérebro e favorecem a alegria, o amor e a gentileza. Casais que dizem frequentemente “eu te amo” um ao outro são mais felizes do que os que expressam mais suas frustrações.

“A infelicidade destrói, a felicidade constrói”.

Fonte: Yvon Dallaire

Postado por: Dra. Ana Cláudia Foelkel Simões
Psicóloga Clínica

(11) 97273-3448

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Casais Felizes...existem!!!

Apesar das dificuldades da vida a dois, o fato de formar um casal ainda hoje representa o melhor estilo de vida e a maior garantia de felicidade. Certos casais são felizes durante a época da sedução e da lua de mel, ou seja, de alguns meses a dois ou três anos; já outros sabem permanecer felizes a mais longo prazo.

Por que certos casais são bem-sucedidos em aspectos nos quais a maioria fracassa?

Psicólogos já observaram, escutaram e analisaram tais casais, descobrindo que eles manifestavam determinadas atitudes e aptidões que faziam falta aos casais infelizes. Os especialistas também já constataram que casais felizes evitam as armadilhas nas quais se veem encurralados casais que acabam se divorciando ou se resignando e se suportando durante décadas.

"Ficar apaixonado" ou "se enamorar" é relativamente fácil. Construir um casal que seja capaz de perdurar, sobreviver à diminuição da paixão, lidar com as múltiplas fontes de conflitos impossíveis de resolver e atravessar os inevitáveis momentos críticos da vida a dois exige muito mais do que sorte.

Para conseguir isso, é preciso bastante amor, boa comunicação e determinação.

O que mais lhes falta são conhecimentos sobre as diferenças existentes entre os homens e as mulheres, bem como sobre as dinâmicas conjugais inerentes à vida de um casal. Também faltam esforços para colocar estes conhecimentos em prática e substituir as estratégias destrutivas de casais infelizes pelas estratégias bem-sucedidas de casais felizes.

Começo aqui, juntamente com Yvon Dallaire, uma criativa e divertida dinâmica para os casais mudarem o foco do seu relacionamento conturbado, para totalmente estável e feliz.

Toda semana o blog apresentará um exercício para auxiliar o casal.

Vocês estão prontos para serem felizes?

Fonte: Yvon Dallaire

Postado por: Dra. Ana Cláudia Foelkel Simões
Psicóloga Clínica
(11) 97273-3448